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As 10 principais falhas em testamentos a evitar nos Emirados Árabes Unidos

Criar um testamento nos EAU é um dos passos mais importantes que pode dar para proteger a sua família e os seus bens. No entanto, muitos expatriados e residentes cometem erros evitáveis que podem atrasar ou até invalidar o processo sucessório.

Este artigo apresenta os dez erros mais comuns que as pessoas cometem ao redigir ou registar um testamento nos EAU e como evitá-los.

1. Não registar o testamento nos EAU

Um testamento redigido no estrangeiro não é automaticamente válido nos EAU. Para garantir a sua aplicabilidade legal, o testamento deve ser:

  • Reconhecido por notário autorizado nos EAU
  • Registado num tribunal local, como o ADJD ou o DIFC
  • Redigido em árabe ou acompanhado de uma tradução certificada

Solução: Registe sempre o seu testamento num tribunal dos EAU para garantir a sua eficácia legal.

2. Acreditar que não é necessário um testamento

Muitos expatriados assumem que as leis locais respeitarão automaticamente a sua vontade. Na realidade, sem um testamento registado:

  • A lei da Sharia pode aplicar-se
  • Os bens podem ser congelados
  • A tutela dos filhos pode ser decidida pelo tribunaltranslation

Solução: Se possui bens nos EAU, precisa de um testamento local — independentemente da nacionalidade ou religião.

3. Não nomear um testamenteiro

O testamenteiro é a pessoa que garante que a sua vontade é cumprida. Sem um:

  • Os tribunais podem nomear alguém que não conhece o seu património
  • O acesso a propriedades e contas bancárias pode ser atrasado
  • Os familiares podem enfrentar complicações administrativas

Solução: Nomeie um testamenteiro de confiança e considere indicar um substituto.

4. Omitir disposições de tutela

Se tem filhos menores, um testamento permite-lhe nomear um tutor legal. Sem isso:

  • O tribunal nomeará um tutor
  • A família no estrangeiro pode não ter quaisquer direitos legais
  • As decisões de guarda podem não refletir a sua vontade

Solução: Inclua disposições de tutela no seu testamento para garantir a continuidade dos cuidados.

5. Listar apenas bens específicos

Alguns testamentos listam apenas os bens atuais — ignorando os futuros. Isto cria lacunas na cobertura patrimonial.

Solução: Utilize um testamento abrangente que cubra todos os bens presentes e futuros, mesmo os ainda não adquiridos.

6. Não atualizar o testamento

Tal como a vida muda, o seu testamento também deve mudar. Casamento, divórcio, filhos, mudança de residência ou compra de bens afetam o seu planeamento sucessório.

Solução: Reveja o seu testamento anualmente e atualize-o após qualquer acontecimento importante na sua vida.

7. Usar linguagem informal ou modelos

Modelos genéricos ou testamentos mal redigidos podem não cumprir as leis dos EAU e correm o risco de ser rejeitados pelo tribunal.

Solução: Trabalhe com profissionais jurídicos experientes ou plataformas que garantam a conformidade local.

8. Não traduzir corretamente o testamento

Os testamentos devem ser apresentados em árabe ou incluir uma tradução certificada. Erros de tradução podem levar a litígios legais.

Solução: Garanta que o seu testamento é traduzido profissionalmente e revisto antes da submissão.

9. Assumir que contas conjuntas evitam a sucessão

Mesmo contas bancárias conjuntas podem ser congeladas após a morte, impedindo o acesso aos fundos.

Solução: Defina claramente no seu testamento o destino de todas as contas, incluindo as conjuntas.

10. Deixar bens digitais por tratar

Investimentos digitais, negócios online ou criptomoedas podem ficar por reclamar se não forem incluídos no seu testamento.

Solução: Mantenha um inventário de bens atualizado com plataformas como a EasyWill Lifetime para proteger bens não tradicionais.

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Atualização Importante dos EAU para 2026

Os bens sem herdeiros podem ser atribuídos a uma fundação de caridade e as contas bancárias podem ser congeladas após a morte.
A partir de 1 de janeiro de 2026, a lei civil dos EAU esclarece que, se um expatriado falecer sem herdeiros legalmente identificáveis, os bens “sem herdeiros” podem ser transferidos para uma fundação (Waqf) administrada pela autoridade competente. Nos EAU, assim que uma morte é comunicada, as contas bancárias podem ser congeladas—incluindo contas conjuntas, até que seja emitida uma ordem judicial.
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